Se você estivesse aqui, talvez fôssemos a algum restaurante, café ou bar. Poderíamos assistir a um filme juntos, ou a algum show.
Eu gostaria mesmo era de estar com você sem pressa pra ir embora. Poder te ouvir. Rir com a sua risada, achar graça até no que, no fundo, é triste (quem não recorre ao humor pra suportar o dia a dia?). Eu ia querer ouvir suas histórias. Mas ia amar, mesmo, descobrir em quem você se transformou nesse tempo todo.
Eu acho que ia falar muito. Sempre fico um pouco tagarela quando estou nervosa e esse não seria um encontro neutro. Eu nem sei o que ia sentir! Uma imensa alegria, certamente!
No fundo, meu desejo de te ver é muito maior do que o medo que eu sinto do que eu posso sentir. Ele existe... Só que eu já me descobri corajosa e não fugiria assim tão fácil!
Julho daquele ano, janeiro do ano seguinte... hoje eu quero olhar pra frente e laçar a chance que houver. Já não procuro mais rótulos! Como definir todos esses caminhos que se cruzaram e se desviaram tantas vezes?
E por falar em caminhos, parece até que são trilhos que correm paralelos! Cada um no seu trem, observando o outro ao longo da viagem. Por que será que nunca nos paramos pra perguntar se o destino poderia ser o mesmo? E se fosse? E se não? Mas tantos quilômetros percorridos também já não valem uma história a ser contada? E lembrada? Mas se há tanto gosto de futuro nela ou de passado não vivido, como saber que é hora de falar dela como algo que ficou pra trás?
Já não procuro rótulos. O que há dentro de mim transbordaria qualquer tentativa de encaixe.
Um tumultuado estado de paz. É como perceber que há sentido mesmo quando o mundo parece explodir... Que não são apenas memórias melancólicas de quem está só e fantasia a respeito do que já viveu.
E agora, no meio de tudo que já disse, me pego pensando: que coisa estranha essa de ter que ir pra tão longe pra, enfim, se sentir próximo! Será que andei também fugindo de mim? Ou distraída demais pra reconhecer o que já me era familiar?
Enfim, há quem diga que o passado ganha cores tempos depois. Volta mais intenso nas lembranças. Mas eu falei em cinza e você, em branco... e nem por isso deixou de ser vivo!
Eu gostaria mesmo era de estar com você sem pressa pra ir embora. Poder te ouvir. Rir com a sua risada, achar graça até no que, no fundo, é triste (quem não recorre ao humor pra suportar o dia a dia?). Eu ia querer ouvir suas histórias. Mas ia amar, mesmo, descobrir em quem você se transformou nesse tempo todo.
Eu acho que ia falar muito. Sempre fico um pouco tagarela quando estou nervosa e esse não seria um encontro neutro. Eu nem sei o que ia sentir! Uma imensa alegria, certamente!
No fundo, meu desejo de te ver é muito maior do que o medo que eu sinto do que eu posso sentir. Ele existe... Só que eu já me descobri corajosa e não fugiria assim tão fácil!
Julho daquele ano, janeiro do ano seguinte... hoje eu quero olhar pra frente e laçar a chance que houver. Já não procuro mais rótulos! Como definir todos esses caminhos que se cruzaram e se desviaram tantas vezes?
E por falar em caminhos, parece até que são trilhos que correm paralelos! Cada um no seu trem, observando o outro ao longo da viagem. Por que será que nunca nos paramos pra perguntar se o destino poderia ser o mesmo? E se fosse? E se não? Mas tantos quilômetros percorridos também já não valem uma história a ser contada? E lembrada? Mas se há tanto gosto de futuro nela ou de passado não vivido, como saber que é hora de falar dela como algo que ficou pra trás?
Já não procuro rótulos. O que há dentro de mim transbordaria qualquer tentativa de encaixe.
Um tumultuado estado de paz. É como perceber que há sentido mesmo quando o mundo parece explodir... Que não são apenas memórias melancólicas de quem está só e fantasia a respeito do que já viveu.
E agora, no meio de tudo que já disse, me pego pensando: que coisa estranha essa de ter que ir pra tão longe pra, enfim, se sentir próximo! Será que andei também fugindo de mim? Ou distraída demais pra reconhecer o que já me era familiar?
Enfim, há quem diga que o passado ganha cores tempos depois. Volta mais intenso nas lembranças. Mas eu falei em cinza e você, em branco... e nem por isso deixou de ser vivo!
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