Gostaria que
você chegasse como um abraço, que seus dias me acolhessem e me fizessem sentir
que os ventos secos ficaram, mesmo, pra trás.
Contei cada
minuto à sua espera… Não foi fácil tolerar o ritmo lento e sem-graça do mês que te antecedeu, ainda que uma doce surpresa tenha rompido a aridez que o
acompanhou.
Meu corpo
percebeu que era tempo de se recolher. Ficou preguiçoso, econômico nas reações,
discreto ao se apresentar a quem quer que fosse. Como se pedisse cuidado depois
de levar uma rasteira.
E por falar
em colo, ainda anseio por ele. Conheço hoje uma outra fragilidade, que nada tem
a ver com desejos mimados. Ela carrega demandas mais dispostas a negociar do
que a impor, espaços que buscam interseções, perguntas que poderiam ser
respondidas com aconchego e cafuné.
Estou
disposta a virar a página e começar uma nova contagem. Troco a sucessão do
passar dos dias pelo acréscimo de horas que me façam querer avançar. Já sacudi a poeira, me desfiz das roupas que
já tomaram a minha forma, empurrei daqui e dali pra dar espaço… abri a janela
pra sentir sua chegada.
Lendo o seu texto, automaticamente me senti um pouco esperançoso em esperar por julho..... Uma vez que junho já era.Quem sabe o que pode acontecer, não é mesmo?
ResponderExcluirParabéns pelo texto e pela forma leve e ao mesmo tempo atraente de escrever!!
Obrigada, Luiz Franco! Nada como a sucessão dos dias e da nossa esperança, concorda? O que nos move é mesmo a chance de recomeçar. Boa sorte pra você! Em julho, agosto, setembro... :)
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